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A ALEMANHA FICOU COM A TAÇA E NÓS COM A LIÇÃO!

Achei a imagem que ilustra esse texto apropriada, pois parece que a taça está envergonhada com os resultados obtidos na Copa. A foto é da artista plástica britânica Emma Allen que transformou seu rosto na taça da Copa do Mundo
18/09/2014 - 18h30 - Atualizado em 18/09/2014 - 18h53 | Lucimara Melato

A ALEMANHA FICOU COM A TAÇA E NÓS COM A LIÇÃO!
Achei a imagem que ilustra esse texto apropriada, pois parece que a taça está envergonhada com os resultados obtidos na Copa. A foto é da artista plástica britânica Emma Allen que transformou seu rosto na taça da Copa do Mundo.
 
Dia 25 de janeiro de 2014 postei o texto “Se não tiver pressão” e o terminei perguntando “O que será de nossa Seleção Brasileira?”, pois bem, chegou o momento de responder a pergunta que fiz e fazer um paralelo entre os exemplos da Alemanha e a forma como dirigimos empresas no Brasil. Pense em tudo o que a Alemanha fez que nossas empresas deveriam fazer e não o fazem.
 

Planejamento e estratégias da Alemanha – Vieram, fizeram a parte deles e saíram campeões!

 

Conhecer os concorrentes  - Durante dois anos estudaram os jogadores e equipe técnica dos times adversários e para tanto utilizaram um banco de dados copilado por estudantes da Universidade de Colônia na Alemanha.

 

Equipe - Foi um trabalho de time, tudo foi feito em equipe e estavam extremamente motivados pelo seu líder.

 

Os alemães vieram para ganhar a Copa e foi montada na Bahia, num local isolado sua base de concentração chamada de “Campo Bahia”, isolada da mídia. A estrutura foi planejada para dar aos seus atletas um ambiente onde fosse cultivado o espirito de equipe e privacidade. Tudo foi estudado nos mínimos detalhes, desde construção da estrada ao redor do Campo aos deslocamentos necessários para os jogos. Ao final da Copa, o Campo Bahia se tornou um luxuoso hotel cinco estrelas.

 

Conhecimento de cenário - Aclimatação - o clima que seria um rival e tanto foi eliminado já no começo com o Campo Bahia, pois a equipe Alemã jogou nas cidades sedes mais quentes do país.

 

Diversão e doação  – os jogadores alemães (Schweinsteiger e Neuer) gravaram vídeo para o amigo Dante (jogador da Seleção Brasileira que joga na Alemanha com eles) tentando cantar o hino do Bahia, nas ruas do distrito de Santa Cruz da Cabrália. Todos os contatos que a equipe teve com o povo brasileiro foram extremamente educados e não se mostraram como estrelas.  Ao termino de sua estadia no Campo Bahia fizeram a doação de uma ambulância, 25 bicicletas e um valor em dinheiro para a comunidade indígena local.

 

Além disso, os jogadores foram vistos empinando pipa, dançando com índios Pataxos, andando de jet-ski, andando entre fãs, torcendo pelo Brasil, durante os pênaltis contra o Chile, e o jogador Muller após o jogo andando pelos gramados do Mineirão comendo um prato de feijão tropeiro.
 
 
Os jogadores tiveram, abordo de um barco, uma palestra motivacional com Mike Horn, um aventureiro sul-africano que deu a volta ao mundo em 2001, sem utilizar transporte motorizado.  Os jogadores trabalharam com a tripulação e na entrevista coletiva, o jogador, Philipp Lahm comentou: “Mike nos contou sobre o que o ser humano é capaz de suportar, o que pode fazer sobre pressão ou alguma situação hostil. Sempre temos que respeitar nosso adversário, seja ele a pessoa ou a natureza”.
 
 
Bem, o resultado de um trabalho de anos foi visto nos gramados brasileiros, nos quais um a um os adversários dos alemães caíram por terra, ou deveria de dizer no gramado, inclusive o Brasil num terrível massacre de 7X1.
 
 

O que aprendemos com essa derrota?

 

1- A primeira lição que tiramos é o mundo mudou e está mudando rápido, todos nós mudamos e não dá para utilizar as mesmas estratégias de anos, meses ou dias atrás achando que vai dar certo. Dar um jeito para ganhar porque o Neymar não jogou, dar um jeito para justificar o porquê de não tirar um jogador que teve uma péssima atuação em todos os jogos ou o equivalente em nossas empresas, manter colaboradores que não colaboram mais, ou o profissional que se mantém na mesma empresa que já não o motiva mais e na qual ele não tem crescimento, se mantendo numa zona de conforto.

 

- A Alemanha utilizou planejamento e estratégias, estudou os adversários, o Brasil ficou no “dar um jeito”.

 

- O técnico alemão se atualizou e o foco do trabalho foi na equipe e o técnico brasileiro deu foco ao Neymar e os outros, infelizmente como outros times também o fizeram.

 

Investimento na educação - A Alemanha estava equilibrada emocionalmente, pois tinham conhecimento gerado pelos anos de estudos dos adversários, mais estratégias, mais palestras motivacionais, mais treino tático, mais momentos de diversão, passeios e contatos com fãs. Sem contar que a Alemanha tem uma educação de base para a formação desde criança dos atletas do futebol, da qual saíram vários dos jogadores que vieram ao Brasil e que participarão das próximas Copas. Para alegria geral da nação alemã, após a Copa, os jogadores de futebol Sub-19 também ganharam o campeonato. E isso não é uma coincidência! É trabalho!

 

As empresas precisam investir em educação corporativa para seus colaboradores e os profissionais, se querem ser respeitados no mercado de trabalho devem investir em seus estudos.

 

O líder deve saber contratar, dividir conhecimento, delegar, deve saber orientar e manter a equipe unida, deve ter foco e saber montar estratégias que levem sua equipe e empresa ao sucesso.

 

- Uma lição que achei perfeita do técnico brasileiro e essa é para todos os líderes: se sua equipe falha, a culpa é sua que não soube liderá-la! Seja humilde e peça desculpas! Erga a cabeça e solicite ajuda para ver onde estão suas falhas e comece de novo.

 

Agradeço a equipe da Alemanha por nos acordar do nosso sonho esplendido e nos ensinar que se queremos vencer precisamos estudar, ter conhecimento, ser humildes, aprender a lidar com as emoções e com pessoas, ter autocontrole, tornar a vida mais prática, precisamos ter respeito pelo próximo (independentemente de religião, time de futebol, nacionalidade, cor, sexo, partido político, idade, ideias diferentes), devemos saber o momento certo de trabalhar e se divertir, não viver de aparências, aprender a nos preparar para suportar os problemas do dia, parar de ser a nação que “dá um jeitinho pra tudo” e só se lamuria nas redes sociais.
 

Quem não sabe ganhar, tem que aprender a perder e aproveitar a oportunidade para rever seus valores.

 



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