CHEGA DE DOR

Saiba como prevenir a gastrite

Doença inflamatória que atinge milhares de brasileiros pode ser evitada; confira o que fazer
28/07/2014 | - Atualizado em 29/07/2014 - 15h43 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
Previna-se contra a gastrite
Previna-se contra a gastrite
A gastrite não é apenas um desconforto estomacal como a maioria das pessoas imagina. Doença inflamatória da mucosa gástrica, pode ser considerada aguda quando aparece repentinamente ou crônica, quando não apresenta sintomas e depende de exames específicos para ser diagnosticada. Além do mais, pode ser associada à infecção pela bactéria H. pylori, a mesma responsável pelas úlceras.

A H.pylori é uma bactéria que vive no nosso estômago e no duodeno. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, no Brasil pelo menos 70% da população já está infectada pela bactéria que também pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como úlcera e câncer de estômago. Quem vive em países em desenvolvimento ou superpopulosos, com condições precárias de higiene, está mais propenso a contrair a bactéria, que é transmitida de uma pessoa à outra, principalmente durante a infância.

O endoscopista Sérgio Barrichello, explica que quando a H. Pylori estiver presente é importante erradicá-la com o uso de antibióticos específicos. “Durante este tempo é normal que os sintomas da gastrite pareçam ter aumentado, mas é muito importante levar o tratamento até ao fim para vencer a bactéria. Ao final do tratamento, deve-se realizar uma endoscopia digestiva com biópsia para verificar se a bactéria foi realmente eliminada, e caso contrário, reiniciar o uso do antibiótico”, explica o médico.

Queimação e dor de estômago são as principais queixas de quem sofre com essa inflamação da mucosa estomacal. O desconforto esporádico, porém, não é suficiente para o veredicto de gastrite. Só vale a pena marcar uma consulta médica quando ele dura mais de duas semanas. Para o diagnóstico o especialista pedirá uma endoscopia. As imagens obtidas no exame revela se o indivíduo tem um dos dois tipos mais comuns da doença, a aguda, provocada pelo consumo abusivo de álcool ou de remédios, por exemplo, ou a crônica, que tem como causas principais o H.pylori, estresse constante, o cigarro e o café. "A dieta precisa sofrer mudanças", avisa o Barrichello. "Alimentos ácidos, gorduras, cafeína e álcool devem ser banidos. Os remédios só entram em cena se, apesar das alterações no cardápio, a dor não for embora”.

Principal meio para detectar a gastrite, a endoscopia digestiva alta do esôfago, estômago e duodeno possibilita ver o estado da mucosa junto à análise microscópica de fragmentos do tecido retirados durante o exame. No entanto, por ser muito invasivo, esse procedimento só é geralmente recomendado para pessoas com suspeita de úlcera, com alto risco de ter úlcera ou outras complicações causadas pela H. pylori, como câncer de estômago.

“O tratamento geralmente é feito com a associação de antibióticos e um medicamento que inibe a acidez. A boa notícia é que as pessoas que têm a bactéria e passam por um tratamento tem próximo de 1% de chance de voltar a ter úlcera ou gastrite em um ano. Entre as pessoas que não tratam, o índice aumenta para 95% de chance”, alerta o doutor.
 
Previna-se 
 
A melhor maneira de não ter a doença, é realizar de maneira correta sua prevenção. Confira quais as recomendações necessárias:
 
- Manter uma dieta saudável em verduras, legumes; 
- Maneirar na cafeína, álcool e condimentos ácidos e picantes, pois estimulam a produção ácido-gástrica;
- Não coma rápido, a pressa é inimiga da boa digestão. Faça no mínimo três refeições ao dia em ambiente tranquilo, não exagere na quantidade e mastigue bem os alimentos;
- Evite temperaturas extremas (muito quente ou muito gelado), pois promovem congestão da mucosa gástrica com aumento da secreção ácida e retardo do esvaziamento gástrico;
- Beba líquidos com frequência, exceto nos horários das refeições;
- Enquanto estiver em tratamento, evite alguns alimentos como:
· Café, chá mate, chá preto e chocolate em excesso;
· Bebidas alcoólicas, gaseificadas, refrigerantes e sucos artificiais;
· Frutas ácidas (laranja-pera, abacaxi, caju, maracujá, limão, etc);
· Doces concentrados (goiabada, marmelada, leite condensado, chocolate, cremes, chantily, etc);
· Frituras em geral;
· Temperos, molhos e condimentos ácidos ou picantes, tais como ketchup, mostarda e maionese;
· Frios (mortadela, queijo prato e mussarela, presunto, lombo defumado, etc);
· Embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, salame, etc).
 
Para outras informações ou dúvidas, consulte um especialista de sua confiança.
 
Veja também



Comente
Nome:      E-mail:  
Cidade:      Profissão:  
Informe o resultado do cálculo abaixo:
 
   Não divulgar meu email
Comentário:
Quantidade de toques disponíveis: 500