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Saiba quais os tratamentos para a incontinência urinária

Distúrbio é mais frequente no sexo feminino do que no masculino
28/07/2014 | - Atualizado em 28/07/2014 - 17h40 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divugação
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Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais frequente no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em mulheres mais jovens. Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta uretra sejam mais frágeis nas mulheres.

Causas

A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida nas seguintes situações:

- Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;

- Gravidez e parto;

- Tumores malignos e benignos;

- Doenças que comprimem a bexiga;

- Obesidade;

- Tosse crônica dos fumantes;

- Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;

- Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador;

- Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter masculino.

Tratamento

O tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, mas exercícios ajudam a reforçar a musculatura do assoalho pélvico. Atualmente, a cirurgia de Sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço, é a técnica mais utilizada e a que produz melhores resultados.

Para a incontinência urinária de urgência, o tratamento é farmacológico e fisioterápico. O farmacológico pressupõe o uso ininterrupto de várias drogas que contêm substâncias anticolinérgicas para evitar a contração vesical. Esses remédios provocam efeitos colaterais, como boca seca, obstipação e rubor facial.

Recomendações

- Procure um médico para diagnóstico e identificação da causa e do tipo de perda urinária que você apresenta;

- Não pense que incontinência urinária é um mal inevitável na vida das mulheres depois dos 50, 60 anos. Se o distúrbio for tratado como deve, a qualidade de vida melhorará muito;

- Considere os fatores que levam á incontinência urinária do idoso – uso de diuréticos, ingestão hídrica, situações de demência e delírio, problemas de locomoção. Às vezes, a perda de urina nessa faixa de idade é mais um problema social do que físico;

- Evitar a obesidade e o sedentarismo, controlar o ganho de peso durante a gestação, praticar exercícios fisioterápicos para fortalecer o assoalho pélvico, são medidas que podem ser úteis na prevenção da incontinência urinária.
 
Fonte: Site Dr. Drauzio Varella
 
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