HISTÓRIAS

Que tal saber um pouco mais sobre os sapos?

Nosso Mascote, João Mirassol, conta um pouco como surgiu esse horror aos anfíbios.
23/08/2013 | - Atualizado em 04/04/2014 - 17h16
Foto: Reprodução
O mascote do portal, João Mirassol
O mascote do portal, João Mirassol
Oi pessoal, tudo bem? O meu nome é João, mas o íntimos costumam me chamar de João Mirassol. Sou fofinho, liso, mais ou menos geladinho e muito sensível. Sim, sensível, qualquer unha comprida pode fazer explodir meus sentimentos.
 
Aqui no portal RAC sou o mascote da turma e agora, depois de dois anos juntinho aos repórteres, ganhei um espaço.

Ainda não vou fazer vídeo como eles fazem para o Olha Só, nem entrevistar as celebridades do momento, mas acho que tenho tudo a ver com o Bichos e Pets e pretendo contar altas histórias para vocês.

Hoje quero compartilhar o drama que a gente vive. Nem todas as pessoas gostam de sapos. Elas acham que somos seres nojentos e até mesmo seres extremamente prejudiciais, mas não é bem assim. 

A relação preconceituosa do anfíbio com o homem começou bem antes do nascimento da minha mãe, ops, da minha avó, quero dizer, bem antes de você que está lendo nascer. Na idade Média, rãs e sapos ganharam um papel sinistro na Europa, onde eram associadas, geralmente à manifestações do mal e bruxarias. Todo esse horror aos anfíbios deve-se ao fato de os sapos serem uma paródia dos humanos, devido as similaridades das formas de nossos corpos.

A sociedade moderna herdou essa péssima impressão dos europeus medievais, o que faz com que não seja dada a devida atenção a nós, pobres anfíbios, que humildemente falando, somos elementos-chave para o equilíbrio do riquíssimo ecossistema de nossas florestas tropicais.

A biologia moderna nasceu na Europa, mais precisamente na Alemanha, e classificou os répteis e anfíbios como sendo animais inferiores às aves e aos mamíferos pelo fato de terem sangue frio, termo, aliás, criado por eles, pois eu tenho sentimento e amo os jornalistas que ficam ao meu lado.

Só que, nem tudo está perdido. No entanto, nota-se que o fato de possuirmos sangue frio é até vantajoso para um ser vivo. Nós utilizamos diretamente a energia solar para regular a temperatura, não necessitando de grande quantidade de alimentos. Já os animais de sangue quente necessitam de uma quantidade enorme de alimentos para gerar a energia interna utilizada na regulação da temperatura corporal.

Alias, antes de ir embora, deixa eu comentar uma coisa. Hoje a gente não comenta mais os termos sangue frio e sangue quente. Os animais que regulam internamente a temperatura (aves e mamíferos) são denominados endotérmicos e os que regulam a temperatura de acordo com as condições do ambiente, que são os répteis e anfíbios, são denominados exotérmicos.

Mas e você, o que acha sobre nós, pobre criaturas que absorvem líquidos pela pele?Meu psicólogo contou que eu preciso superar obstáculos e encarar meus medos, então, no próximo post vou contar histórias de quem não suporta seres da minha espécie. Você tem alguma bacana ou conhece alguém que tenha?
 
Escreva para a gente faleconoscorac@rac.com.br



Veja também



 
 
 


Comente
Nome:      E-mail:  
Cidade:      Profissão:  
Informe o resultado do cálculo abaixo:
 
   Não divulgar meu email
Comentário:
Quantidade de toques disponíveis: 500